Estou trabalhando em Contagem, então preciso pegar o metrô para complementar meu trajeto. Na ida quase tudo é lindo, o ônibus 205 sai vazio do Buritis, o metrô passa rápido e vazio, e somente o ônibus de Contagem estraga a festa. Demora e vai completamente lotado. Na volta, com a loucura dos seres humanos para retornarem às suas belas residências, o caos reina. Até que, por enquanto, a parte de Contagem está tranquila. Pego carona até o metrô, que vai vazio por estar em sua última/primeira estação. O problema se encontra no inofensivo 205. O metrô do Calafate é seu ponto final e, quando de lá saio, o ônibus está bonitinho me esperando. Bonitinho e completamente lotado. E demora horrores para sair do ponto final. E fica mais de uma hora parado na Avenida Barão Homem de Melo. É um pesadelo.

Como vocês devem saber, está acontecendo a Bienal do Livro em BH, no Expominas. E a estação da Gameleira tem uma passarela muito bacana que dá acesso direto ao local. Para matar o tempo, deixar o trânsito se dissipar e comprar alguns livros decidi dar uma passada por lá. Mas não gostei do que vi.

A Bienal do Livro nada mais é que um feirão das obras, as editoras só estão lá para vender seus livros como em suas lojas. Nem faziam promoções. Eu olhava na internet os preços e às vezes via coisas mais baratas online do que nos stands “promocionais”. Se você procurasse bastante, achava coisas baratas, mas eram livros que não valiam a pena, como sempre. Mas nem tudo era ruim.

Eles organizaram alguns eventos lá dentro, como um bate-papo sobre futebol liderado por Bob Faria. Acompanhei por um tempinho e achei legal. Além disso, tinha uma pizza quadrada que parecia apetitosa, mas não era nada gostosa. Foi triste. Comprei algumas coisas, dei voltas pelo local e me dirigi ao metrô para ir embora. E aí começa o problema.

O metrô de BH está em greve. Funciona nos horários de pico, mas se fecha logo depois. E, ao caminhar por toda a passarela, as sete e quarenta e cinco da noite, fui informado de que o metrô encerrava suas operações as sete e meia. Que merda, pensei.

Não me leve a mal, sou defensor das greves. É claro que algumas, como nos transportes, atrapalham os trabalhadores comuns, criam “vítimas inocentes”, mas todos devem receber o que consideram justo. Imagina se as empresas pagassem um salário decente para todos seus trabalhadores? Ninguém faria greve, todo mundo trabalharia feliz o tempo todo. Bem, duvido que seria mesmo o tempo todo, mas é legal sonhar.

Acabei sendo socorrido por Renata, minha linda noiva, e estou aqui, vivo para contar essa história. Obrigado Brasil.

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