O Saturday Night Live brasileiro começou mal. Ninguém assistiu, talvez por uma falta de propaganda. Imagina se a Rede TV colocasse o Rafinha em programas, respondendo perguntas polêmicas todo dia, enquanto anuncia seu novo programa? Imagina se o colocassem em pequenos comerciais falando besteiras sobre o caso mais polêmico de sua carreira? Mas nada foi feito. Só fiquei sabendo da estreia do programa pelo seu twitter. O grande twitter de Rafinha Bastos, cara “mais influente do mundo”, com milhões de seguidores. Se o cara é influente mesmo, tem tantos seguidores assim, mais de 60 mil pessoas assistiriam seu programa, não é? Ainda acho que o twitter do Rafinha é uma coleção de piadas sem graça, sem opinião nenhuma, que deve ser muito retuitado pelas pessoas. Duvido que influencie alguém.

Outra coisa que pode ter atrapalhado o programa é que o povo brasileiro não conhece o Saturday Night Live Norte-americano. Eu conheço, você conhece, mas a maioria da população nunca ouviu falar. Pense nas vezes que você leu algo sobre o Saturday Night Live original. Pode ser em blog, no facebook, no twitter. Duvido que tenha se lembrado de muita coisa. Ele pode ser super famoso e tradicional para o pessoal lá do estrangeiro, mas, para a grande parte dos brasileiros, é só mais um daqueles programas estranhos que eles não entendem. Então, todo tipo de comparação será injusta, o que não exime os humoristas brasileiros de todos seus erros. Tinha muita piada ruim por ali.

Gostei de alguns quadros. O Weekend Update foi bom – mas é difícil de errar com ele, por se tratar de uma simples fórmula “notícia boba + comentário engraçadinho” – o monólogo de abertura foi legal, gostei do quadro do corinthiano louco – tirando a pegada de crítica social e o problema de ter demorado demais para terminar. É um programa legalzinho, e, se os erros forem consertados, dá pra ficar um bom tempo no ar, não sendo no mesmo horário de Fantástico e Pânico, pois duvido que qualquer um de seus espectadores vá mudar de canal.

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