Aconteceu, amigos. Esqueci de postar alguma coisa interessante mais uma vez nesse glorioso sitio.

Mas a vida não está me ajudando. Eu trabalho em Contagem, e na volta tenho que pegar um ônibus horrível, que dá uma volta horrível e passa pelo trânsito horrível do horrível itaú power shopping.

Aí eu cheguei tarde e estava cansado.

Mas não é esse cansaço normal que você sente após correr meio metro, era um cansaço mental. Um cansaço do tipo “Por que você nos abandonou Jesus amado”.

Eu acho que estou cansado assim porque já estou há mais de um ano sem férias. E é nesse período de férias que você descansa e para de pensar a todo segundo “mas que vida sem sentido estou vivendo, perdendo dez horas da minha vida todo dia”.

O problema é que mudei de emprego, e na última empresa ainda tinha 15 dias de férias para tirar. Minhas últimas férias foram em dezembro de 2011. Tiraria esses dias no meio de 2012. Mas não tirei.

Na nova empresa já trabalhei por 8 meses, então preciso trabalhar mais 5 até minhas férias.

Agora que parei para pensar, é muito injusta essa situação. O trabalhador deveria sempre tirar suas férias pra não começar a ter esses pensamentos suicidas (quer dizer, cansaço).

As férias deveriam ser dadas para as pessoas sempre que se completasse um ano de trabalho, mesmo se o trabalhador mudasse de empresa no meio tempo. É o mais humano a se fazer.

Além do mais estou cuidando da cachorrinha da minha mãe, que está viajando, e fui passear com ela ontem, o que gastou muito da minha noite ontem.

Renata e eu a levamos para a praça do Coreu, que é meio longe. Quando estávamos indo embora um cachorrão começou a querer brincar com a Meggie (nome da nossa cachorrinha). Eu fiquei com medo e comecei a mandar ele embora. O cachorrão ficou bravo e queria nos atacar. Catei a Meggie, gritei pra Renata correr e saímos de lá o mais rápido possível.

O cachorro começou a nos perseguir, completamente enraivecido.

Depois de correr por mais ou menos dez minutos, avistei uma mulher com um poodle. Gritei para o cachorrão “Pega Rex”. Quando olhei para trás o cachorrão estava com os dentes enfiados no braço da mulher. Olhei para frente e não mais me virei, mesmo com todos os gritos.

Foi um final feliz.

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