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Balança a caxirola que vai começar a cobertura da Copa das Confederações Cup of Brasil – the Brasilian edition.

Nessa primeira rodada tivemos vitórias de Brasil, Itália e Espanha, como era de se esperar.

No jogo de nossa selecinha, metemos três golos no Japão, que me pareceu uma equipe bastante mediana (como a nossa). Neymar acertou um chute sensacional na gaveta do goleirão japonês após uma “semi-ajeitada” do Fred (todos sabemos que ele queria matar a pelota para si mesmo) e abriu o placar logo aos três minutos de jogo.

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Neymar colocou a bola ovo do yoshi no ângulo.

Isso deu uma acalmada na peleja, visto que o Brasil passou a tocar bola mais tranquilamente e falar para o Japão “vai cara, toma a iniciativa desse negócio aí”. O Japão, que aparentemente nunca tomou iniciativa de uma partida na vida, não conseguiu produzir muito, a não ser alguns chutes despretensiosos e uma correria sem sentido.

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Honda foi quem mais correu em campo

O Brasil do primeiro tempo foi um clássico time bom do Felipão. Não sabem fazer muita coisa, mas conseguem trabalhar direitinho e chegar ao gol. Não é a equipe mais fantástica do universo, mas é um time eficiente, que sabe o que fazer em campo.

O time jogou num 4-2-3-1, o esquema da moda, que contava com Neymar e Hulk nas pontas, Fred na referência e Oscar flutuando, tal qual um anjo, atrás dos atacantes. Até gosto desse esquema, mas acho que não funciona tão bem para a seleção. O meio-campo fica desfalcado, Neymar perde um pouco de sua magia sendo regalado a somente um lado do campo e não considero Hulk o mais criativo dos jogadores (a não ser que cortar para o lado e chutar toda hora seja sinônimo de criatividade e eu não esteja sabendo). No segundo tempo, Felipão colocou em prática um belo 4-4-2, esquema que eu gostaria de ver na seleção, com Hernanes completando o meio-campo junto a Paulinho, Luiz Gustavo e Oscar. Mas nesse segundo tempo o Felipão também colocou o Jô em campo, vai saber que tipo de droga ele estava utilizando, então não levemos em consideração.

Jô foi o propulsor das manifestações por todo o Brasil, que começaram com a raiva da população pela sua convocação e depois passaram para outros assuntos menos relevantes, como um país melhor. E nem toda a manifestação do mundo fez com ele parasse de marcar gols. Fez o terceiro tento brasileiro, no finalzinho da partida, após belo passe de Oscar.

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“Sai da Seleção Jô”

O segundo jogo dessa primeira rodada de confederations cup foi entre Itália e México. Pirlo, com sua barba fenomenal e cobrança de falta perfeita, apesar do goleiro mexicano desistir de defender com as mãos num delírio em que pensava estar disputando um gol a gol, marcou o primeiro gol da partida.

A Itália estava bastante superior ao Japão por todo o primeiro tempo, mas o zagueirão BAZARI vendeu toda sua habilidade numa feira de garagem, acabou perdendo a bola e cometendo pênalti besta no filho ilegítimo de Ronaldinho Gaúcho. Chickenitos Hernandez converteu a cobrança.

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Hernandez comemorando o gol

O empate injusto se arrastou até boa parte do segundo tempo, quando Balotelli – sempre ele – marcou o gol da vitória italiana aos trancos e barrancos após cruzamento da direita. Na comemoração o louco jogador tentou mostrar seus músculos novamente, mas pecou pela falta de malhação e acabou somente com mais um cartão amarelo para sua coleção.

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Totó

A última partida do dia foi entre Uruguai e Espanha. O time sulamericano não chegou a ver a cor da bola – vou contar para eles: parece o ovo do yoshi – por conta dos 482193859215872185428520572485724857420572845728 passes trocados pela equipe de Xavi e Iniesta.

A Espanha é uma maravilha de se ver jogar. Os caras não erram passe, são ótimos com a bola nos pés e não erram gol. Mas ao mesmo tempo é um pouco chato porque eles aprenderam a usar a troca de passe em excesso para se defender.

Se a bola fica quase que só com eles, o adversário não consegue marcar. O problema é que eles fazem o resultado que acham necessário – o 2 x 0 contra o próprio Uruguai – e param de atacar. Nisso, se o adversário consegue uma ou duas bolas paradas – como conseguiu o Uruguai –, os espanhóis passam por problemas. Tanto que acabaram levando o gol de falta do Suarez na partida da Copa das Confederações.

O mais impressionante para mim é que o time espanhol colocou os RESERVVAS Cazorla, Juan Mata e Javi Martinez, três dos melhores jogadores do mundo em suas posições. E são reservas. É outro mundo.

Para você ver, Juan Mata bota Oscar no banco no Chelsea e Javi Martinez bota Luiz Gustavo no banco no Bayern de Munique. Nossos titulares da seleção são reservas dos reservas da Espanha. É nossa vida.

O quarto e último jogo foi o mais legal, com certeza. A Nigéria venceu o maravilhoso Taiti por 6 x 1, placar bem conhecido por todos os belo horizontinos, no Mineirão. Muito legal o Taiti conseguir marcar um gol no nosso estádio, e mais legal ainda o resultado ser 6 x 1 para a gente poder zoar o Atlético um pouquinho.

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