Jogos-Vorazes-A-Esperança-Parte-I-michael-renzetti-just-like-starting-over

Odeio quando o “pessoal do cinema” divide uma adaptação de livro em mais de um filme. BILHÕES de filmes foram feitos baseados em livros e normalmente o “pessoal do cinema” conseguia condensar tudo muito bem em apenas uma projeção de duas ou três horas. A adaptação de Martin Scorsese para o livro Paciente 67 é perfeita. Ilha do Medo é um belo filme, que consegue mostrar com detalhes praticamente tudo narrado na obra do escritor Dennis Lehane. Quando fui assistir ao filme nem sabia da existência do livro. Fui na aposta fácil da dupla Dicaprio + Scorsese.  Saí do cinema e fui direto para a livraria, juro. Comprei o livro para tentar entender melhor o que havia acabado de acontecer no filme. Mas não deu certo. A adaptação foi perfeita, filme e livro eram idênticos.

Já em A Rede Social, o diretor David Fincher e o roteirista Aaron Sorkin (maior roteirista) conseguiram fazer um filme muito, mas muito melhor que o livro Bilionários por Acaso – A Criação do Facebook, que na minha opinião é uma obra terrível, sofrível. Não sei se o problema foi a tradução ou o livro é realmente ruim, mas não gostei nem um pouco. Já o filme é excelente, muito bem escrito e dirigido.

Por isso, sempre fui contra o que fizeram em O Hobbit. Peter Jackson pegou um dos meus livros favoritos desde criança, um pequeno livro para ser mais acurado, e o transformou em uma trilogia, ao melhor estilo Senhor dos Anéis. O único problema era que a trilogia do Senhor dos Anéis  são três filmes baseados em três livros. Já em O Hobbit, são três filmes baseados em apenas um livro. E um livro bem menor e menos detalhado que qualquer um dos Senhor dos Anéis. Por isso, em minha opinião, a obra cinematográfica sofreu bastante. O primeiro filme é até bom, seguiu bem o que acontece no livro. Já o segundo filme é absurdo. Foram introduzidos personagens que não existem, personagens de outros filmes que não deveriam estar ali, romances improváveis e inexistentes, enfim, fizeram de tudo para alongar e dar um maior ar de “jornada épica” para a história.

Pensei que o mesmo aconteceria em Jogos Vorazes. Após um excelente primeiro filme e um bom, mas corrido, segundo, achava que dividir o terceiro em dois – para ganhar mais dinheiro, como muitas obras recentes fizeram – era um erro que “mataria” a franquia. E meu Deus como estava errado.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 acompanha perfeitamente o livro, nos mínimos detalhes, cada evento muito bem narrado e explorado, com o mesmo peso da obra da autora Suzanne Collins. Ao término do filme fiquei impressionado na perfeição da adaptação. Você pode não gostar da história, mas não há como dizer que a obra não fora bem dirigida.

Achei que o segundo filme havia passado muito rapidamente. Que algumas coisas importantes do livro haviam sido corridas ou até mesmo esquecidas na obra cinematográfica. Por exemplo, lembro claramente que a parte da torneira de água que Peeta coloca na árvore era bem maior e mais significativa. Que passávamos mais tempos com os personagens e seus pensamentos. O segundo livro é meu favorito, e o filme não correspondeu. Foi menor.

Por isso devo dar o braço a torcer para o “pessoal do cinema” e dizer que a separação do último filme em duas partes foi um belo acerto. Consegui ver tudo que queria com detalhes, a história foi bem exposta, a progressão parecia natural, nada foi corrido ou esquecido. Eles ganham mais dinheiro e eu tenho uma boa história bem filmada. Todo mundo ganha (menos o meu bolso, pois paguei 23 reais para assistir um singelo filme – vamos melhorar esses preços aí galera só depende de vocês).

Não sei porquê mas tenho a LIGEIRA impressão de que acabou dando tudo certo mais por sorte do que qualquer coisa, mas tudo bem, não vamos reclamar de coisa boa.

Nota do filme: 734 de 9457420 Jennifer Lawrences.

Até a próxima.

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