É ritmo de festa

Eu gosto de festas tanto quanto o próximo cara. Meu problema é que as pessoas tem uma loucura com horários e não podem ir embora do lugar numa hora aceitável.

Para esses loucos, se a festa começa às oito da noite, você só pode sair de lá às oito da manhã. E isso não entra na minha cabeça.

Às vezes estou com sono, às vezes não estou afim de ficar mais, às vezes ir embora é a opção mais sensata. Mas não, a gente tem que ficar pra sempre no lugar. Até a morte.

Isso me lembra de uma história. Uma vez sai com três amigos e nós bebemos muito. Mas muito mesmo. Bebemos o tanto para não lembrarmos de nada, nem de como havíamos chegado na casa de um dos meus amigos.

O problema é que um dos meus amigos havia sumido. Nós procuramos ele por todos os lados, refizemos todos nossos passos da noite anterior e nada.

Quando o encontramos, no telhado do apartamento que estávamos, ele havia morrido de desidratação e fome.

Mexendo no corpo dele encontrei dez mil dólares em fichas de poker.

Foi um final feliz.

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Indo ao dentista

Esqueci de postar à noite novamente, mas dessa vez foi meio que de propósito.

Agora estou postando de manhãzinha (são 7:25 da manhã horário de brasólia) pelo celular.

Deus abençoe a tecnologia.

Ontem fui ao dentista, pois segunda-feira passada enquanto escovávamos os dentes – Renata e eu – ela viu uma cárie gigante no meu dente.

– Michael, você está com uma cárie horrível no dente. – Ela disse.

– O que? Como assim? – Respondi perplexo.

– Uma cárie gigante. No dente de cima, no cantinho direito. Olha, tem até um buraquinho ali.

– Nossa, é verdade. Que estranho.

– Estranho nada. Você não cuida desses dentes direito. Dá nisso.

– Ué, eu cuido dos meus dentes sim.

– Cuida nada. É exatamente por não cuidar dos seus dentes que esse aí está podre. Nós vamos marcar um dentista hoje.

Não consegui dizer mais nada. Só conseguia pensar:

“Puta merda, meu dente está podre. Realmente tem um negócio ali. Mas que merda. Nem está doendo nem nada. Quando algo está errado o corpo não avisa? Esse meu dente idiota não falou nada.

Agora vou ter que fazer canal. Nem sei o que é canal, mas sei que envolve dor e injeções. E se o canal não adiantar? Será que posso perder o dente? Um dente postiço é caro?

Eu boto a culpa disso no sistema de água de BH. Eles não jogam fluor na água pra previnir esse tipo de coisa? Vou ligar para lá e pedir para aumentarem a dose.

Na verdade a culpa é minha mesmo. Não cuido direito dos meus dentes. Tenho que escovar melhor e passar fio dental.”

E fiquei nisso a semana inteira. Até tinha pesadelos com o dente caindo. Acordava de madrugada, suado, gritando “dente”.

Chegou o dia de ir no dentista, só conseguimos marcar para essa terça (ontem no caso).

Entrei primeiro, já com medo do que a mulher iria dizer. A Renata ficou para trás, foi achar uma vaga para estacionar o carro.

A dentista, chamada Beth, me pediu para deitar na cadeira, abrir a boca e começou a olhar. Depois de alguns minutos disse:

– Seus dentes estão ótimos. Só tem um pouco de tártaro.

– Ah, que bom. A Renata achou que eu estava com uma cárie.

– Não vi nada. Mas acho bom fazer uma limpeza e depois checar por cáries.

– Tudo bem.

Nesse momento a Renata chegou. Já foi perguntando:

– E aí? Como estão os dentes dele?

– Estão ótimos – disse a dentista. – Só preciso fazer uma limpeza.

– Mas eu vi uma cárie gigante no canto superior direito.

– É uma obturação – ela disse, salvando o dia.

Foi uma vitória do relaxamento contra a paranóia.

Nunca mais escovo os dentes na vida.

ESQUECI DE POSTAR DE NOVO

Aconteceu, amigos. Esqueci de postar alguma coisa interessante mais uma vez nesse glorioso sitio.

Mas a vida não está me ajudando. Eu trabalho em Contagem, e na volta tenho que pegar um ônibus horrível, que dá uma volta horrível e passa pelo trânsito horrível do horrível itaú power shopping.

Aí eu cheguei tarde e estava cansado.

Mas não é esse cansaço normal que você sente após correr meio metro, era um cansaço mental. Um cansaço do tipo “Por que você nos abandonou Jesus amado”.

Eu acho que estou cansado assim porque já estou há mais de um ano sem férias. E é nesse período de férias que você descansa e para de pensar a todo segundo “mas que vida sem sentido estou vivendo, perdendo dez horas da minha vida todo dia”.

O problema é que mudei de emprego, e na última empresa ainda tinha 15 dias de férias para tirar. Minhas últimas férias foram em dezembro de 2011. Tiraria esses dias no meio de 2012. Mas não tirei.

Na nova empresa já trabalhei por 8 meses, então preciso trabalhar mais 5 até minhas férias.

Agora que parei para pensar, é muito injusta essa situação. O trabalhador deveria sempre tirar suas férias pra não começar a ter esses pensamentos suicidas (quer dizer, cansaço).

As férias deveriam ser dadas para as pessoas sempre que se completasse um ano de trabalho, mesmo se o trabalhador mudasse de empresa no meio tempo. É o mais humano a se fazer.

Além do mais estou cuidando da cachorrinha da minha mãe, que está viajando, e fui passear com ela ontem, o que gastou muito da minha noite ontem.

Renata e eu a levamos para a praça do Coreu, que é meio longe. Quando estávamos indo embora um cachorrão começou a querer brincar com a Meggie (nome da nossa cachorrinha). Eu fiquei com medo e comecei a mandar ele embora. O cachorrão ficou bravo e queria nos atacar. Catei a Meggie, gritei pra Renata correr e saímos de lá o mais rápido possível.

O cachorro começou a nos perseguir, completamente enraivecido.

Depois de correr por mais ou menos dez minutos, avistei uma mulher com um poodle. Gritei para o cachorrão “Pega Rex”. Quando olhei para trás o cachorrão estava com os dentes enfiados no braço da mulher. Olhei para frente e não mais me virei, mesmo com todos os gritos.

Foi um final feliz.

ESQUECI DE POSTAR ALGO

Queria postar algo todo dia às 8 horas, mais ou menos, de manhãzinha, para você chegar no trabalho, tomar um café e ler.

Mas hoje esqueci.

Eu agendo os posts no dia anterior, mas ontem fiquei jogando The Walking Dead – The Game (que é maravilhoso e vou falar sobre ele aqui) e esqueci de tudo.

Então, pra compensar, vou ficar passando meu dedo por esse incrível teclado swype do android para formar frases engraçadissississimas.

Ristj Valores deborah havia flamel paulatino paliteiro ps3break flertam skank lançando permanente economizar aparecendo ps3break permanente paulatino subsolo rostropovich espantou quadrigêmeos artificial approaches pendurado.

Risos.

Michael indica – Zen Pencils é o site mais legal da terra

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Todo mundo aqui gosta de um site de tirinha né gente? Sabe por que eu amo site de tirinha? Porque tem figuras. E porque só preciso ler uns três balõezinhos. Ler é chato pra caramba. Figura é que é legal. Para “ilustrar” isso, pensa na Playboy. O que você prefere? Ver as fotos ou ler os artigos?

AHHHHHH MULEKE, VEM FALAR QUE EU NÃO FUI FUDEROSO NESSE EXEMPLO HEIN HEIN HEIN HEIMN HEUJM HEUJM BUENM??

Mentira gente. Estou brincando. Eu adoro ler. Gosto muito de livros, frases, palavras, letras, pontuações.

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Adoro pontuações

Enfim, tirinhas. Zen Pencils. Foco.

Zen Pencils é um site de tiras (na verdade são histórias maiores, então não sei se posso chamar de tiras) que apresenta citações inspiradoras de pessoas famosas, juntando o texto de cada uma delas com um desenho correspondente à situação.

É o seguinte. Gavin Aung Than, criador do site, pega uma frase legal de alguém e cria uma história ilustrada por trás, dando quase que um “exemplo” do que o dono da frase quis dizer. E o resultado é sensacional – estou querendo utilizar menos essas expressões extremas sobre as coisas, mas esse site é um dos meus favoritos da internet. É realmente “sensacional”.

O resultado de seu trabalho é tão maravilhoso que não consigo dizer mais nada. É aquele famoso chavão: “É ver para crer”.

Então entre no site do rapaz e curta a parada toda.

Vou fazer uma pequena lista aqui dos meus favoritos, então você vai poder perceber como a situação é periclitante (estou querendo criar novas expressões para o uso diário dos brasileiros).

#3 – CONFÚCIO: Find a job you love

A tradução é “Encontre um trabalho que você ama”. Nela, Confúcio diz simplesmente que, se você encontrar um trabalho que você ama, nunca trabalhará um dia na sua vida.

É algo que na verdade nós sabemos não ser completamente verdade, mas é bom pensar assim e sonhar.

#2 – ALAN WATTS: What if money was no object?

A tradução pode ser algo como: “E se o dinheiro não importasse?”. Vem de um pensamento do filósofo inglês Alan Watts que tentar ponderar sobre o que você faria se o dinheiro não fosse um fator primordial na sua vida. Além disso, ele diz que as pessoas normalmente excluem a possibilidade de juntar “fazer algo que gosta” com “ganhar dinheiro” e que isso não é necessariamente correto.

#1 – GANDHI: The right state of mind

A tradução é algo como “O estado correto da mente”. É uma frase de Gandhi sobre a mente humana. Para ele, as pessoas se tornam o que elas acreditam que podem ser. Então se você não acreditar em algo, se torna incapaz de fazer aquilo. Já se você acredita que pode fazer algo, você adquire a habilidade de faze-lo.

Essas são algumas das que eu mais gosto. O Zen Pencils é um site que te faz pensar na vida como um todo, sua carreira, as escolhas que você fez e quer fazer, seus relacionamentos. Enfim, é bem legal. Dê uma olhada clicando aqui.

Mentira, é clicando aqui.

Torcendo pelo underdog da Open English

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A escola de idiomas Open English fez uma série de propagandas engraçadissississimas sobre como sua escola é superior a todas as outras e como você não conseguirá aprender inglês de nenhuma outra maneira a não ser estudando com eles.

E eu digo: não. Não ouça a Open English. Aprenda seu inglês da sua própria maneira. Do jeito que lhe deixar o mais confortável possível. Vamos aos vídeos.

#1

Nesse primeiro vídeo, o pobre rapaz é ridicularizado por ter um gosto diferente e querer aprender inglês com música. Como sabemos por toda e qualquer aula de inglês no colégio, os professores adoram passar músicas para que os alunos aprendam a nova língua. E se eles acham esse meio de aprender efetivo, quem é a Open English para nos dizer o contrário?

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A música é um instrumento que auxilia bastante no aprendizado.

Então eu digo: vá underdog, vá e aprenda seu inglês através de suas músicas. The book is on the table é uma frase muito importante, se, por um acaso, você estiver numa biblioteca, ou se alguém necessitar de um livro que está na mesa para salvar uma pessoa moribunda, você será um herói. Não quero o mal de ninguém, mas torço para que isso aconteça.

#2

Já nesse vídeo, o nosso querido herói underdog está em uma entrevista de emprego contra seu nêmesis, seu Judas, o rapaz que se acha o espertão e se orgulha muito de ter feito um cursinho de inglês no Open English. Convenhamos que isso é muito pouco para uma pessoa ficar por aí se gabando.

Na entrevista vemos que nosso underdog está tentando. Na pergunta do entrevistador sobre conseguir falar inglês, ele diz que está estudando, tentando, se esforçando. E ainda mostra que consegue falar um pouco da língua. Já o espertalhão, que parece um riquinho filhinho de papai, já deve ter ido pra Nova York várias vezes e joga na cara de nosso herói que consegue falar inglês razoavelmente.

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Veja que nosso herói é respeitoso e usa uma gravata para a entrevista, já o riquinho filho da mãe nem se importa.

Então o entrevistador pergunta sobre fazer conferências com pessoas em Nova York. O underdog, mesmo achando a situação um pouco difícil para seu nível, tenta responder com otimismo, dizendo que sim, tentaria conversar com o pessoal de Nova York, numa manobra que demonstra coragem, confiança, entusiasmo em aceitar desafios.

Já o idiotão vem e diz que acabou de fazer uma conferência de manhã com o “pessoal de Nova York”. Primeiro que eu não acredito nisso nem um pouco, só se sua “conferência” for jogar multiplayer online no Playstation 3 contra pessoas de Nova York. Mas tá, vamos dizer que você estava mesmo fazendo conferência com pessoas em Nova York. Então o que você está fazendo nessa entrevista de emprego? Você já não tem um lindo trabalho em que pode fazer conferências o dia inteiro? Vai se foder.

Eu contrataria o underdog. Eu torço por ele. Ele quer aprender seu inglês da sua maneira, não tem medo de desafios, e é um cara carismático, divertido.

#vai #underdog

Michael Joga – Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário (PS3)

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Peguei esse jogo emprestado com um colega de trabalho, pois:

1) Pareceu um jogo muito bonito;

2) Meu colega chegou com o jogo um dia e disse para eu jogar;

3) Eu não faço desfeitas;

E Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário não é um jogo que você deve gastar mais do que 5 reais, ou 5 minutos. Ele não é um bom jogo.

É muito bem feito, com gráficos incríveis, é legal controlar os personagens, a mecânica de luta e dos golpes é muito boa – é bem fácil fazer combos ou soltar qualquer um dos especiais.

O problema é que o jogo é uma repetição da mesma fase por 12 casas. Você faz a mesma coisa do início ao fim, seja vencendo 200 inimigos nas escadarias das 12 casas, seja lutando contra os Cavaleiros Negros nas entradas de cada uma das 12 casas, seja enfrentando os Cavaleiros de Ouro (alguns você tem que enfrentar até 4 vezes) ao chegar nas 12 casas.

O problema é que o jogo é uma repetição da mesma fase por 12 casas. Você faz a mesma coisa do início ao fim, seja vencendo 200 inimigos nas escadarias das 12 casas, seja lutando contra os Cavaleiros Negros nas entradas de cada uma das 12 casas, seja enfrentando os Cavaleiros de Ouro (alguns você tem que enfrentar até 4 vezes) ao chegar nas 12 casas.

Viu como repetição é chato?

E o jogo é muito repetitivo. Chega a impressionar o quanto nada muda.

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O jogo é só isso.

Você controla todos os Cavaleiros de Bronze. É realmente a primeira história do desenho recontada perfeitamente. Você inicia a fase com o cavaleiro que vai lutar contra cada chefe, passa por 200 capangas, por 2 Cavaleiros Negros e chega ao Cavaleiro de Ouro.

Eles colocaram uma coisa no jogo que até poderia ser legal. Quando você aperta o L2, tudo fica em câmera lenta. É o sétimo sentido. E seria muito bom, condizente com o desenho, se não fosse e ÚNICA COISA QUE VOCÊ UTILIZA EM TODAS AS FASES. Os Cavaleiros de Ouro são meio que impenetráveis, e para mata-los, você deve ataca-los enquanto eles estão te atacando. Para fazer isso você precisa deixar o tempo mais lento, contornar o ataque dele e ataca-lo por trás. Pelo menos umas 8 vezes. Cada vez que você enfrenta o Cavaleiro. Que pode chegar a 4 vezes na mesma luta.

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Você não me ouviu falando? É só ataque pelas costas. Não me surpreende que você esteja perdendo.

Para ser mais justo com o jogo, ele é uma cópia exata do desenho. Repetitivo, chato, cansativo. Cavaleiros do Zodíaco é um negócio que ficou para trás, na nossa infância. Talvez eles pudessem ter feito algo melhor, mas não vejo o que poderia ser.

Puzzles, que servem tão bem para God of War e jogos similares, não tem muito lugar na história já conhecida de Cavaleiros do Zodíaco. Eles não teriam tempo para virar quatro estátuas na posição correta e ainda salvar Atena.

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Quando o Seiya resolvesse isso, Athena já teria sangrado até a morte.

Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário é um jogo datado, pobre, repetitivo, que definitivamente não vale a pena ser jogado.

NOTA DO JOGO: 1 Link de 5 possíveis.